Do realizador d''"A Residência Espanhola" e d''"As Bonecas Russas", Cédric Klapisch, chega "Paris", uma homenagem à mítica cidade francesa e aos seus habitantes, com alguns dos mais talentosos actores franceses, entre os quais Juliette Binoche e Romain Duris. Um parisiense adoece e começa a questionar-se sobre a morte. O seu novo estado dá-lhe um novo e diferente olhar sobre tudo o que o rodeia e as pessoas com quem se cruza. Ao sentir a morte por perto, começa a dar um outro valor à sua vida, à vida dos outros e à vida da cidade. Desde a padeira à assistente social, um arquitecto, um professor universitário, um clandestino, uma modelo - todas estas pessoas estão por Paris. Podemos pensar que não são excepcionais, mas para cada um, a sua vida é única. Podemos pensar que os seus problemas são insignificantes, mas para eles são os mais importantes do mundo.PÚBLICO
Cédric Klapisch tem como título de glória (duvidosa glória, diga-se), "L'Auberge Espagnole" (2002), enorme sucesso de bilheteira sobre jovens num programa Erasmus, em Barcelona, com histórias cruzadas e todos os rodriguinhos possíveis e imagináveis. Agora, neste "Paris", vira-se para a cidade-luz, desenvolvendo uma pretensiosa narrativa em mosaico, misto de bilhete-postal multicultural e de pirosa telenovela com todos os matadores: um jovem muito doente (um discreto e sofredor Romain Duris), com problemas cardíacos, a quem a irmã (Juliette Binoche, ainda o melhor deste inacreditável telefilme) vem prestar assistência, um professor deprimido (o cabotino Fabrice Lucchini, igual a si próprio), especialista da história parisiense, que se apaixona por uma aluna mais nova e lhe manda sms comprometedores, o irmão deste, arquitecto, casado e à beira de ser pai, empregados de mercado, meninas da moda "interessadas" no mundo do trabalho e, sobretudo, em pífios romances interclassistas, emigrantes africanos, que naufragam antes de atingir o Eldorado, uma padeira estereotipada, que dá emprego na padaria a uma descendente de norte-africanos, aproveitando para tecer comentários a todos os provincianos (e estrangeiros) que pululam numa cidade repleta de contradições.
Concordo com o que já disseram, os críticos limitam-se a criticar todos os pequenos aspectos sem aproveitar o prazere dos filmes, determinadamente este filme. Adorei o filme, e a minha critica sobre ele (com 4 estrelas) até foi publicada na Premiere, portanto devo ter uma ponta de razão, ou pelo menos argumentos plausíveis.