Barbara Daly (Julianne Moore) é uma bela, ruiva e carismática mulher, que casa com Brooks Baekeland, o enérgico herdeiro da fortuna dos plásticos Bakelite. Mas Barbara não é a mulher perfeita para Brooks, educado em berço de ouro. E o nascimento do único filho do casal, Tony, perturba ainda mais o equilíbrio instável deste casamento de extremos. Para o pai, Tony é um falhanço. E, à medida que cresce, o rapaz torna-se cada vez mais próximo da mãe, lançando assim as sementes de uma inevitável tragédia.
A procura dos Baekelands pela distinção social e pelo brilho da "boa vida" leva-os num percurso à volta do mundo, em que se pode assistir à sua ascensão e queda tendo como cenário Nova Iorque, Paris, Maiorca ou Londres.PÚBLICO
O amor de mãe tem muito que se lhe diga e no caso da história verídica de Antony Baekeland não temos certeza que justifique que se diga bem. Nascido no berço de ouro que lhe foi dado pela fortuna que o pai Brooks herdou da invenção do avô (o plástico vale-tudo chamado baquelite), Antony foi mimado até à quinta casa por Barbara, uma mãe calculista que lhe ensinou a apreciar as coisas boas da vida e lhe aparou todos os golpes, excepto o golpe de faca de cozinha com que Antony a matou em 1972 em Londres, não sem antes ter experimentado os prazeres imorais da bissexualidade, do "ménage à trois" e do incesto. O problema do filme de Tom Kalin é só um: não conseguir responder com sucesso à pergunta "e nós com isso?".