O agente Fox Mulder (David Duchovny) continua a sua inabalável missão pela procura da verdade. Ao seu lado, Dana Scully (Gillian Anderson), a cientista dedicada, céptica e inteligente, mantém-se uma companheira fiel na busca de Mulder.
O filme segue a tradição da série de culto. A verdade anda por aí. Para descobrir a história (e ficar mais perto da verdade?) é preciso ver o filme. PÚBLICO
Tem de se admitir: o "timing" da segunda aventura no cinema dos agentes do FBI Mulder e Scully, dez anos depois do primeiro filme e seis depois do fim da série televisiva, é no mínimo estranho - e Chris Carter, o criador da série que aqui assume realização, produção e argumento, não ajuda ao fazer de "Quero Acreditar" um episódio mais longo
transposto para grande écrã, sem especial ritmo nem ideias de cinema.
Sequelas, "remakes", transposições de séries de televisão... Quase todas as últimas grandes apostas
comerciais vindas de Hollywood, perfeita máquina de (se) re-embalar, são uma destas três coisas. "Ficheiros Secretos: Quero Acreditar" até consegue ser duas delas ao mesmo tempo, visto que,
sendo uma emanação da célebre série homónima, tecnicamente também é uma sequela, depois dos
primeiros "Ficheiros Secretos" feitos para cinema em 1998. Fora algumas subtilezas directamente apontadas
aos admiradores e conhecedores profundos das várias épocas da série de TV, estamos em pleno domínio da reiteração, tanto assim que o realizador desta vez até o próprio Chris Carter, criador da série.
Quero acreditar em quê? Passei o filme todo a tentar perceber, e confesso que não atingi! Que dinheiro e tempo tão mal gastos, num filme decadente, e sem qualquer tipo de sentido! Os próprios actores pareciam estar a fazer aquelas duas personagens sem emoção nenhuma! A decadência da decadência! Enfim...