A vida de Peter Parker complica-se porque é cada vez mais difícil para o super-herói conciliar a sua faceta de Homem-Aranha e a sua identidade de todos os dias. Para conseguir continuar a lutar contra o crime, Peter tem de abdicar dos amigos, não tem tempo para Mary Jane, as notas da faculdade ressentem-se e não param de descer e o editor do jornal com o qual colabora só quer fotografias do Homem-Aranha. Por tudo isto, Peter está a ponderar deixar por uns tempos a sua missão de guardião dos nova-iorquinos. Mas, aí, aparece um novo vilão, Otto Octavius, um cientista brilhante, que Peter admirava, mas que se transforma em Doc Ock, um monstro com quatro tentáculos, depois de uma experiência que corre mal. Tobey Maguire volta a dar corpo ao super-herói da Marvel e Sam Raimi assina novamente a realização.
PUBLICO.PT
Quem espreita por trás de máscara, é claro, é o realizador Sam Raimi, que terá sido mordido por um bicho e, sem acreditar muito no que lhe estava a acontecer (exactamente o que se passou com o desajeitado Peter Parker, que se transformou em Homem-Aranha), passou de realizador de culto "underground" a protagonista de acrobacias nos céus dos "blockbusters", os filmes que rebentam com as bilheteiras.
a crítica dos nossos
leitores
02-01-2005
Gonçalo Sá - http://gonn1000.blogspot.com
Há dois anos, o muito adiado, repensado e aguardado projecto de transpor as peripécias do Homem-Aranha para o grande ecrã foi finalmente concretizado, gerando um dos filmes mais populares dos últimos tempos e deixando no ar uma considerável expectativa para a obrigatória sequela. Parte do segredo de tanto sucesso deveu-se à escolha do realizador, Sam Raimi, que até então se encontrava associado a esferas mais "underground" e que, graças ao herói aracnídeo, conseguiu o seu maior êxito até à data. Embora fosse, aparentemente, mais um dispendioso filme de Verão, "Homem-Aranha" ultrapassou a mediania devido a um argumento bem estruturado, uma realização segura e apropriada para um universo oriundo...