Os Domingos
Título Original
Realizado por
Elenco
Sinopse
Ver sessõesAinara tem 17 anos, vive em Bilbau (Espanha) com o pai e as duas irmãs mais novas e encontra-se num momento decisivo da sua vida. Numa altura em que a maioria das raparigas da sua idade tenta perceber a que curso universitário se quer candidatar, Ainara sente crescer dentro de si um desejo intenso de dedicar a vida a Deus. Quando finalmente revela que quer tornar-se freira, a notícia é recebida em choque pela família. O que ninguém consegue perceber é se a origem dessa vontade estará na influência do colégio religioso onde estudou, na ausência da sua falecida mãe ou na falta de apoio do pai.
Realizado por Alauda Ruiz de Azúa ("Lullaby"), que assina também o argumento, este drama familiar sobre fé e aceitação esteve em competição no Festival de Cinema de San Sebastián, onde recebeu a Concha de Ouro, assim como os prémios FIPRESCI, SIGNIS, Irizar e Feroz Zinemaldia. Na edição de 2026 dos prémios Goya, venceu nas categorias de melhor filme, realização, actriz principal (Patricia López Arnaiz), actriz secundária (Nagore Aranburu) e argumento original. PÚBLICO
Sessões
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Medeia Nimas, Lisboa
15h -
UCI Cinemas - El Corte Inglés, Lisboa
15h30, 18h20 -
Cinema City Alvalade, Lisboa
21h30
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Medeia Nimas, Lisboa
15h -
UCI Cinemas - El Corte Inglés, Lisboa
15h30, 18h20 -
Cinema City Alvalade, Lisboa
21h30
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UCI Arrábida, Vila Nova de Gaia
13h15, 16h05, 18h50, 21h35 -
Medeia Teatro Municipal Campo Alegre, Porto
21h30
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UCI Arrábida, Vila Nova de Gaia
13h15, 16h05, 18h50, 21h35 -
Medeia Teatro Municipal Campo Alegre, Porto
21h30
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Auditório Charlot, Setúbal
21h30
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Auditório Charlot, Setúbal
21h30
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Críticas dos leitores
Humilde e luminoso
João Delicado
Foi por acaso que, há umas semanas, apanhei este filme em Madrid: entrei a medo mas saí profundamente tocado e com lágrimas nos olhos. A música de Leonard Cohen, essa, veio comigo no ouvido - até hoje.
Trata-se de um filme aparentemente religioso mas que é muito mais do que isso. Começa por ser humilde e autêntico na abordagem que faz ao tema da escolha de uma vocação religiosa. É com muita gentileza que a realizadora o apresenta - e quem já o viveu de perto pode ali reconhecer o processo descrito com tremenda verosimilhança. Mas o que mais impressiona é a forma como o filme nos faz dançar entre olhares, silêncios, espaços de respiração e diálogos bem escritos, retratando as tensões internas e externas das personagens.
O tema de verdade talvez seja a liberdade (ou falta dela) com que convivemos com as grandes decisões de quem mais amamos. Mais do que um filme sobre religião, é um filme sobre liberdade e sobre o que significa amar alguém quando não concordamos com as suas escolhas. Pode parecer lento para alguns, mas para quem entra no ritmo, pode ser uma experiência muito tocante e honesta.
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