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Críticas dos nossos leitores

Críticas dos nossos críticos

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    Jorge Mourinha
    Os Gatos não Têm Vertigens

    Gato escaldado

    Quis o acaso que a mesma semana traga dois filmes portugueses radicalmente nos antípodas um do outro e que corporizam todos os lugares-comuns que as pessoas identificam com o grande caldeirão do “cinema português”. (leia no Ípsilon)

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    Luís Miguel Oliveira
    Má Raça

    A odisseia de Léos Carax

    Henri Langlois dizia que o génio de Godard estava na “mistura”, no mixage, e isto, que não sendo o mesmo que dizer “montagem” mas forçosamente englobando uma ideia lata de montagem, é uma muito boa maneira de definir aquilo que Godard nunca deixou de fazer: pegar em muitos elementos diferentes, baralhá-los, colá-los, misturá-los, e chegar a alguma coisa - como naqueles planos em que a imagem vem dum sítio, o som doutro, o texto ainda doutro – que ultrapassa a soma dos elementos misturados e existe muito para além do carácter remissivo e referencial. (leia no Ípsilon)

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    Luís Miguel Oliveira
    Os Maias

    Botelho atira-se a Eça para o "restituir"

    É engraçado reparar em que um dos “defeitos” mais apontados em massa ao cinema português pela vox populi - que é “muito literário” - não tem assim tanta razão de ser. Há bem pouca “literatura” no cinema português, e o património clássico ainda é quase inexplorado - há proporções a salvaguardar, até pelas diferenças na capacidade de produção, mas pensar por exemplo na quantidade de Balzacs, Flauberts e até Prousts gerados pelo cinema francês; ou imaginar que os franceses esperavam até 2014 para filmar a Madame Bovary... (leia no Ípsilon)

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    Jorge Mourinha
    Jersey Boys

    Entre a música e a mafia

    Desde Gran Torino (2008), que arvorava de modo quase ostensivo uma dimensão crepuscular, testamentária, Clint Eastwood tem vindo a acrescentar “epílogos” e “posfácios” a uma obra que ganhou com o tempo uma coerência e uma consistência invulgares. Que o mesmo é dizer, filmes que nada parecem adiantar, e que parecem existir apenas para que um cineasta que sente (correctamente) já nada ter a provar e que se pode dar ao luxo de fazer o que lhe apetece possa continuar a exercitar os músculos sem perder a mão. (leia no Ípsilon)

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    Jorge Mourinha
    Alentejo, Alentejo

    O retrato sensorial de um país

    Quem olhar com atenção para o cinema de Sérgio Tréfaut descobrirá como tema central que atravessa de igual modo o seu documentário como a sua ficção, o mote da comunidade, da identidade, da pertença a um sítio ou a um estado de espírito. (leia no Ípsilon)

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    Vasco Câmara
    Grigris

    O embate com este corpo

    Foi o embate com Souley­mane Démé, dançarino de Oua­gadougou, uma perna par­al­isada e veemên­cia no corpo, que fez o real­izador Mahamat-Saleh Haroun dar de caras com o seu filme (leia no Ípsilon)

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    Jorge Mourinha
    A Desaparecida

    O Oeste raras vezes foi tão selvagem

    “O meu nome é John Ford e faço westerns”, reza a lendária frase do mestre Ford; que a frase é redutora estamos todos de acordo, mas a questão da “política dos autores” inventada na Europa é de uma natureza alienígena aos cineastas da era de ouro de Hollywood, onde o cinema não era encarado com a mesma reverência analítica. (leia no Ípsilon)

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    Jorge Mourinha
    Os Maias

    Portugal dos pequeninos

    Comecemos pelo bom, pela grande vitória de João Botelho ao atirar-se aos imortais Maias de Eça de Queiroz: a de olhar para o livro não como um manual de instruções a cumprir à risca, mas como um guia de leitura. (leia no Ípsilon)

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    Jorge Mourinha
    Magia ao Luar

    A marcar o ponto

    A sensação de Woody Allen “marcar o ponto” anualmente com mais um filme não é coisa de hoje. Há mais de 30 anos que é assim, com o cineasta americano a fielmente lançar um filme por ano como se nada tivesse mudado desde os seus tempos áureos. Talvez por contraponto ao muito actual (e muito intrigante) filme imediatamente anterior, Blue Jasmine (2013), Magia ao Luar é um filme assumidamente “antigo”: uma aproximação à comédia screwball dos anos 1930, com um ilusionista misantropo e empertigado convocado por um velho amigo a fim de “desmascarar” uma pretensa médium que está a fazer furor na Côte d’Azur. (leia no Ípsilon)

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    Luís Miguel Oliveira
    Grigris

    Febre de sábado à noite em N'Djamena

    Mahamat-Saleh Haroun é um realizador natural do Chade que tem, praticamente sozinho, garantido a existência de um cinema chadiano, através da canalização de meios técnicos e financeiros de França (onde reside há décadas) para aquele país africano, de modo a constituir uma estrutura capaz de produzir filmes, localmente e com técnicos e actores locais. Haroun tem já uma mão cheia de longas-metragens, entre ficções e documentários, mas Grigris é o seu primeiro filme a estrear comercialmente em Portugal (embora deva ser notado que alguns dos seus outros títulos foram exibidos em festivais portugueses). (leia no Ípsilon)