Cinecartaz

José Miguel Costa

3 estrelas

"Hereditário", a primeira incursão cinematográfica de Ari Aster (e logo sem receio de pegar, de uma assentada só, as rédeas da escrita e realização), começa por ser um meticuloso/elegante (sobretudo esteticamente), sóbrio e inquietante filme de terror psicológico (entrelaçado num drama familiar que explora as temáticas da perda, perdão e luto) com um forte enfoque no sobrenatural (embora se mantenha de "mãos dadas" com um certo realismo e evite recorrer aos usuais clichês da desinspirada "indústria do susto"). No entanto, à medida que a (bem estruturada) narrativa vai evoluindo a nível dramático (com um ritmo demasiado lento para uma película desta natureza) direcciona-se para o território do terror mais gore ... até descambar num apressado desfecho - quase - patético (e com a "porta escancarada" para uma eventual sequela).

Publicada a 26-06-2018 por José Miguel Costa