Cinecartaz

Fernando Oliveira

Desnecessário

Primeiro, reconhecer que embora nunca tivesse jogado jogos de vídeo, tenho um particular fascínio pela personagem de Lara Croft. Não gostando particularmente de nenhum deles tenho, até, os dois filmes em DVD com a Angelina Jolie; e uma coleção em BD.
Sinto-me é perplexo com a falta de imaginação dos produtores em Hollywood. A quantidade de histórias de heróis e heroínas que recomeçaram as suas histórias no cinema de entretenimento este século começa a tocar o ridículo.
Assim qual é o interesse do começar a contar a história de Lara Croft? Nenhum em particular.
E o filme? A narrativa até começa bem – depois do desaparecimento do pai, Lara recusa aceitar a sua provável morte e afasta-se da “herança”. Ganha a vida como estafeta e pratica desportos e actividades radicais. As circunstâncias obrigam-na a voltar, e um vídeo deixado pelo pai impele-a a ir aos mares do Japão saber o que lhe aconteceu. A partir daqui é mais do mesmo, uma ameaça sobrenatural ameaça o mundo, e uma congregação secreta quer apoderar-se “dela” para a controlar.
Por aqui tudo bem, e até temos de aceitar algumas das proezas físicas da personagem, fazem parte dela, o problema é o exagero que toma conta de todo o filme: vejam a cena do avião, tudo bem até à queda em pára-quedas que é absolutamente ridícula. E este ridículo começa antes, já no naufrágio do navio e vai até à fuga final.
E então? O filme é um bocado parvo, mas a explicação sobre a ameaça até é inteligente, e Alicia Vikander é uma presença bastante intensa.
Mas o que fica é a pergunta: “para quê este filme?”. Eu sei, para ganhar dinheiro… O Cinema é outra coisa diferente. Mesmo quando é feito apenas para entreter.
(em “oceuoinfernoeodesejo.blogspot.pt”)

Publicada a 19-03-2018 por Fernando Oliveira