Cinecartaz

Francisco Zuzarte

Os pardais, que vermelhos dizem ser!

Confesso que quando fui convidado para ver Red Sparrow, a única expectativa que levava comigo no bolso, era a de que provavelmente iria ver qualquer coisa parecida com Salt, em que Angelina Jolie acusada de ser uma rogue agent, transforma-se, para fugir às consequências numa super mulher que só lhe falta voar. Jennifer Lawrence já nos deu provas que a menina dos Jogos da Fome, é capaz de ir mais além no seu desempenho como atriz. E nem sequer precisa de se valer dos seus atributos físicos, cuidadosamente tratados no filme (mostra-se sem se mostrar), que conta a história de alguém que queria ser uma prima dona do ballet, mas que por circunstâncias diversas, acaba como um pardal vermelho, leia-se uma máquina de sedução para extrair informações a gente importante. A história é contada com bom ritmo, desempenhos aceitáveis mas peca, no ritmo de algumas das cenas, por trata-las de forma “leviana”. A da tortura da água é uma delas.
É filme para fazer sucesso e alguns números de bilheteira simpáticos, pelo primeiro nome em cartaz e pelo cast que a acompanha, Charlotte Rampling e um Jeremy Irons que se habituou a um tipo de registo e teima em mantê-lo. É no entanto um filme a ver.

Publicada a 01-03-2018 por Francisco Zuzarte