Cinecartaz

Nelson Gomes

Mau de mais para ser verdade

Tinha algumas expectativas em relação a este filme sabendo que à partida tinha um tema arriscado.

O começo do filme parece quase feito para afastar o espetador da sala de cinema, mas na minha ingenuidade pensei que poderia melhorar. O filme pretendeu ser várias coisas ao mesmo tempo como uma história romântica, um filme no domínio do fantástico, um filme de espionagem, mas o resultado foi uma grande trapalhada. Um monstro sem personalidade e incapaz de causar empatia com o espetador e uma Sally Hawkins a fazer de uma empregada de limpeza hispânica com um ar tão idiota e coitadinha quase que a justificar que ficar com um “monstro” é o melhor que podia arranjar.

De resto são uma série de personagens tipo, a que não falta a negra gorda que grita alto e está sempre a barafustar com todos, um estereotípico racial de que Hollywood tanto gosta. A banda sonora parece retirada de um filme de princesas da Disney, mas é a única coisa infantil no filme, que tem inclusivamente várias cenas de nudez total e mesmo masturbação, um aviso para as mentes mais puristas e conservadoras.

Incompreensível como um filme um filme destes está nomeado para os óscares e espero que seja devidamente humilhado da noite do dia 4 de março.

Publicada a 11-02-2018 por Nelson Gomes