Cinecartaz

José Miguel Costa

2 estrelas

"Uma Mulher Não Chora", o novo filme de Fatih Akin, foi um dos candidatos à palma de ouro em Cannes (tendo arrecadado o prémio de melhor actriz), ganhou o globo de ouro para melhor filme de língua estrangeira e encontra-se entre os nove pré - seleccionados para o óscar de melhor filme estrangeiro, pelo que não é de admirar que as expectativas em relação ao mesmo fossem elevadas. Todavia, estas revelam-se completamente goradas, na medida em que é algo básico (e em alguns momentos quase inverossímil - especialmente na última parte), cheio de clichés (nomeadamente, nas cenas de tribunal com o típico despique entre o "advogado bom" versus "advogado mau como as cobras") e até previsível.
Deste modo, não se percebe toda a unanimidade que se foi gerando em seu redor, sendo que a única explicação que se me afigura como plausível prende-se com o facto de estarmos em presença de uma história que decorre de um acto de "terrorismo atípico", em que os terroristas são alemães que atentaram contra a vida de um muçulmano, em Hamburgo, com recurso a uma bomba artesanal (e que, apesar deste último ser a vítima mortal, inicialmente ainda é percepcionado com desconfiança pelas autoridades devido à sua ascendência).

O interesse deste filme restringe-se quase exclusivamente à performance da actriz Diane Kruger (no papel da inconformada mulher de luto que, ao não sentir-se representada pela justiça alemã, decide efectuar justiça pelas próprias mãos).

Publicada a 23-01-2018 por José Miguel Costa