Cinecartaz

Luís Graça

Uma heroína improvável ou o (e)terno tema da redenção e compaixão

É uma tragicomédia sobre a "América profunda" que vota no Trump... Mas também com um sabor "Irish"...

É uma espécie de filme de cobóis de saias em que o justiceiro é uma mulher e mãe... Uma heroína improvável... Podia descambar para o populismo, mas não: o final abre uma luz ao fundo do túnel do nosso ceticismo... Ainda há lugar para a redenção e a compaixão, aqui na Terra...

No fundo, é a velha questão do princípio do mundo, ou do princípio da "civilização": o sangue não se lava com sangue... Mas é a primeira reação que nos vem à cabeça face ao mal, à violência dos deuses e das suas criaturas...

Seria saudável (ou, pelo menos, profilático) que passasse e fosse discutido nas nossas esquadras... e nos nossos sindicatos corporativos (polícias, magistrados, procuradores, tropa...).

Quatro estrelas e meia... a dividir pela América e pela Europa...

Publicada a 05-03-2018 por Luís Graça