Cinecartaz

José Miguel Costa

2 estrelas

"A Hora Mais Negra", de Joe Wright, é pressuposto ser um filme de época que relata factos verídicos sobre a crise política na Inglaterra dos idos dias de Maio de 1940 (provocada pela invasão eminente dos nazis), que levou à tomada de posse do então odiado Churchill. Como tal seria expectável que o mesmo fosse dotado de rigor histórico, no entanto, tal não se verifica em absoluto.
De facto, tudo parece ser romanceado/fantasiado ao extremo (e, não poucas vezes, de modo quase ridículo) com o objectivo de tornar mais apelativo o "boneco" do Churchill às grandes audiências das salas de cinema (já que é uma obra construída ao milímetro para os óscares - convencionalismo formal "puro e duro").
Nem o Gary Oldman, cuja performance tem sido apresentada como a "galinha dos ovos de ouro" desta película, me "convence", inclusive, acho-o demasiado caricatural (a roçar o "apalhaçado").

Já tecnicamente é irrepreensível, no entanto, até nesse aspecto "a bota não bate com a perdigota", transpirando pretensiosismo em excesso com planos prodigiosos mas demasiado "elaborados"/desajustados para uma obra desta natureza - pelo que se induz, quiçá injustamente, terem sido introduzidos apenas para alimentar o ego do realizador.

Publicada a 17-01-2018 por José Miguel Costa