Cinecartaz

José Miguel Costa

2 estrelas

Quase me atrevo a dizer que não suporto a cinematografia do coreano Hong Sang-soo. De facto, aquando da exibição do seu anterior filme, “Sitio Certo, Hora Errada” (2015), abandonei a sala antes do término (e também só não adoptei essa mesma postura em relação ao seu antecessor, “Noutro País” – 2012 -, possivelmente, por ser protagonizado pela Isabelle Huppert).
No entanto, como devo ter uns traços de masoquista (e sou influenciado pela critica especializada – que, vá-se lá a saber porquê, parece idolatrá-lo), dei-lhe uma nova oportunidade e fui visionar a sua mais recente obra, “O Dia Seguinte” (seleccionada para a Palma de Ouro de Cannes). E fiquei na sala até ao fim! Digo mais … até nem odiei (o que não é sinónimo de ter gostado!).

É um filme simples e minimalista (filmado a preto e branco e maioritariamente com um posicionamento estático da câmara), com uma narrativa despretensiosa (dotada de um conteúdo minimamente interessante/perceptível – verbalizado na maior parte do tempo “olhos nos olhos” – quando comparado com o teor dos seus trabalhos do passado - embora continue, como é seu hábito, a apresentar um certo caos temporal

Publicada a 05-12-2017 por José Miguel Costa