Cinecartaz

JOSÉ MIGUEL COSTA

2 estrelas

"O Meu Nome É Michael" caça-nos com o engodo dos nomes de Gus Van Sant e James Franco, respectivamente, nos papéis de produtor executivo e actor. E também por tratar-se de um drama biográfico que tem por base a peculiar história verídica (a antitese do tradicional "processo de saída do armário") de um liberal e mediático gay activista das causas LGTB que ao aproximar-se espiritualmente da igreja Mórmon (na qual será integrado como pastor) renega todo o seu passado de "doença" e transforma-se (qual crisálida) num intolerante conservador "100% heterossexual" (passando, inclusive, à condiçao de "curandeiro" de pecadores com "desvios sexuais").
No entanto, o Justin Kelly "não tem unhas" para desmontar a complexa e sumarenta história de "dúvida(s)" que tem entre mãos, limitando-se a debitar, de um modo sensaborão (quase indulgente - sobretudo ao nível da não exploração das dinâmicas relacionais dos seus intervenientes - e sem qualquer espiritico critico), os eventos cronológicos de um determinado ciclo de vida do seu protagonista (um competente e convincente James Franco que "salva o filme").

Publicada a 03-09-2017 por JOSÉ MIGUEL COSTA