Cinecartaz

JOSÉ MIGUEL COSTA

4 estrelas

Ghost in the Shell é um filme de ficção cientifica futurista, adaptado de uma anterior adaptação (efectuada por Mamoru Oshii em 1995) de uma manga da autoria de Masamune Shiroe (que à data se transformou numa pelicula de culto do neo-realismo do pós-ciberpunk). A sua acção, que decorre no ano de 2029 numa metrópole japonesa ultra-hi-tech, baseia-se no quotidiano da primeira humana tecnologicamente alterada com sucesso (uma agente robot com cérebro biológico), que tem por missão lutar contra o ciber-crime. Esta personagem de culto da cultura pop nipónica é encarnada pela multifacetada Scarlett Johansson (que fica espectacular de cabelo preto). E, curiosamente, esta é acompanhada por dois outros actores inesperados neste "tipo de andanças", a Juliette Binoche (uma das minhas actrizes-fetiche) e o realizador de culto Takeshi Kitano (quando o vi aparecer no ecrã nem queria acreditar!).

“Ghost in the Shell ”, o Matrix do século XXI? "Só" não o é porque a nível narrativo é muito mais básico, pois embora explore algumas questões interessantes sobre os limites da inteligência artificial, fá-lo muito superficialmente, como seria expectável num "blockbuster inteligente" destinado a agradar a plateias extensas. No entanto, é visualmente arrebatador e tecnicamente impressionante, o que nos faz esquecer todos os seus eventuais handicaps, e, consequentemente, o seu visionamento é sinónimo de divertimento puro e duro.

Publicada a 11-04-2017 por JOSÉ MIGUEL COSTA